Debate do filme: Test – Casa do Zezinho (PRATA EM CANNES)

Aula de Psicologia do dia 23/10 – Prof.ª Joana Bicalho

Comportamento em grupo, como isso se dá?

No filme uma pessoa pára e conversa com a criança “engomada” e logo depois várias outras também param e se envolvem. Por quê? Por que ninguém ajudou o menino de rua? Por que a criança de rua não foi vista e criança “engomada” foi? A criança de rua é invisível, parte do cenário, simplesmente ignorada. Todos os dias, vemos e fingimos não vê-las: na ruas, calçadas, estacionamentos, semáforos, entradas de supermercados e restaurantes. Quantas crianças “engomadas” você já viu perdidas em shoppings ou nas ruas? Qual a diferença? As duas são crianças.

Ignorar é mais fácil e cômodo que ajudar uma criança a ter educação, saúde e carinho, afinal não é responsabilidade sua, é do Estado, ou de outra pessoa, não sua, você já faz muito quando dá esmola. Hipocrisia. Porém, procurar os pais de uma criança que já tem tudo não é trabalho algum, não custa nada ajudar, você estará fazendo uma boa ação. É hipócrita também definir valores de caridade e solidariedade assim: com a falta de compromisso selado na nossa cegueira diária. Cumplicidade. É deixando de fazer o bem que somos cúmplices da miséria desse país e do mundo.

Marcelo Ribeiro

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Creio que na cena A, as pessoas já estão habituadas a ver crianças nas ruas, jogadas sem ter o que fazer, o que comer, trabalhando para ganhar o pão de cada dia e muitas vezes não conseguem e ninguém se preocupa, porque a criança não faz parte do seu mundo é como se fosse um mundinho à parte. Já na cena B, a criança faz parte do meio daquelas pessoas que estão passando pela calçada e por isso se acham no dever de ajudá-la, de saber porque ela está ali, pode ser que ela esteja perdida ou fugiu de casa.

As pessoas só dão valor no que está à sua frente, ou seja, o que elas querem ver enxergam o que está na sua rotina diária, mas ver mesmo é só o que querem ver se verdade.

Gisane Vasconcelos

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Comportamento de Influencia de grupos:

Em relação ao vídeo a Casa do Zezinho, com Matheus Braga de 5 anos de idade, a sociedade não liga para o mundo, só ligam mesmo com a influencia das pessoas, ou quando elas se importam com a mesma classe social. O mundo estar totalmente desligado aos pobres e as classes mais baixas da sociedade. Por que, na minha opinião não tem como ajudar eles, que eles podem ser agressivos ou não gostarem da ajuda e como a gente vai ajudá-los se não consegue  manter uma comunicação coerente?! E assim, em relação a uma criança de 5 anos de idade, ela é ingênua, não tem noção das coisas e da realidade além do mais, que ela pode fazer?

Flora Maria Magalhães Roncisvalle

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Comportamento em Grupo

No vídeo a “Casa do Zezinho” mostra como uma criança de rua é tratada totalmente diferente por uma criança de classe média.

Quando as pessoas se deparam com uma criança de classe média, elas param para ajudar, oferecem ajuda, perguntam se está perdida e etc.

Já quando passam e olham uma criança pobre e está mal vestida, suja, passam e nem se quer oferecem alguma ajuda, ou seja, acho eu que as pessoas que passam por ali devem pensar que aquela criança já deve ser acostumada com aquela situação.

As pessoas tinham que ser mais solidárias com aquelas pessoas que passam por necessidades.

Patrick Bentim Rosa

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Na propaganda, fica evidente o quanto um olhar pode influenciar nos outros. A partir do momento que uma pessoa se aproxima da criança “limpinha”, outras começam a se aproximar e querer saber o motivo desta estar ali, sozinha.

Já no caso da criança “pobre”, os olhares são totalmente diferentes. Ou melhor. Nem sequer existem. Ela não é vista. Ninguém se preocupa com o fato de um menino de 5 anos de idade estar sentado no meio da calçada, sozinho, apenas porque, diferente do outro, este é pobre. Sendo, que, propositalmente, foi colocada a mesma criança, na mesma situação, mas em condições opostas.

Dessa forma, podemos perceber como os nossos princípios estão invertidos. Talvez, se apenas uma pessoa tivesse se interessado em conversar e se aproximar do menino pobre, as outras acabariam fazendo o mesmo. Fica claro o quanto apenas uma atitude pode mudar o mundo.

Milena Bites

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Mais propagandas:

http://www.empresaresponsavel.com/html/pag_campanha_01.html

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